sábado, 28 de junho de 2008
Instrumento de Compreensão do Mundo
ORES exercita a Gestão Democrática
- Dona Águia, já que somos amigas, rogo-lhe que não coma meus filhotes.
- Certamente - respondeu a águia - nossa amizade me impede de fazê-lo. Mas como os reconhecerei se nem mesmo sei onde fica o seu ninho?
- Ora, Dona Águia, é fácil. Eles são os filhotes mais lindos da floresta!
Assim, para Dona Águia não correr riscos de arranhar sua amizade com Dona Coruja, procurou comer apenas os filhotes mais feios que encontrou: um par de criaturas horrorosas com grandes olhos arregalados enfiados numa toca em uma velha árvore."
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Saudades do Cine Palace (6)

domingo, 22 de junho de 2008
Prévia Junina 2008 - tradição de pais para filhos
Mais uma vez aproveito para ressaltar a importância de se manter as tradições, principalmente no que diz respeito às festas juninas, porque mexem com o nordestino, nascido sob o embalo do gostoso forró pé-dé-serra, do calor da fogueira, do cheirinho do milho verde e das reuniões familiares para dançar um arrasta-pé. Faz parte da cultura do nosso povo e são costumes que precisam ser preservados. O novo milênio não deve ser um "virar de página" para as nossas raízes e nossos hábitos de povo simples porque representam o alicerce e a história dos nossos filhos e netos. E viva o nosso São João.quinta-feira, 19 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
RUA GENERAL CHAVES - verdadeiro quartel da animação em família
Está bem claro na minha memória o que tanto me atraía neste pedacinho do Bairro São José, em Aracaju/SE, porque sempre morei desde pequena na Rua Lagarto, bem próxima à Rua General Chaves, centro de todo o movimento e animação. Casei e fui me aproximando, chegando a morar na Rua Socorro. Aí passei seis anos da minha nova vida e, junto com o meu sogro ( que também admirava o chamego que caracterizava a vida naquele pequenino logradouro) observávamos e comentávamos da união dos moradores para enfeitar a rua nas festas juninas. Certo dia, grávida da minha filha Simone – já tínhamos o primogênito Guilherme – compramos uma casa, imaginem onde: na Rua General Chaves. Nela, a maioria das casas eram, e ainda são, próprias, ou seja, os seus moradores são eternos proprietários, o segredo de tanta cumplicidade e partilha, enfim, de união. Alguns moradores, infelizmente, já se foram e deixaram saudades e boas lembranças: “Seu” José Leite como era conhecido pela meninada, “Seu” Jason e D. Conceição, D. Lourdes, pais de Lourdinha que mantinham o armazém, hoje extinto, a sogra de Natália que vendia bananas, e outros mais recentes como Senhor Nelson. Embora tenhamos perdido o convívio com estas pessoas, os filhos aqui permaneceram e formaram famílias, cujos rebentos formam hoje a nova geração da General Chaves. Portanto, pais, filhos e netos procuram manter a tradição, principalmente nas festas juninas. Anos atrás, a segunda geração (estamos na terceira) organizou um arraial onde, além dos jovens ( Guilherme, Celso, Artur, Robertinho, Sandro, André, Gabi, Simone, Sabrina, Sandra, Fábio, Andrezza, Carol e amigos que se mudavam para cá), os mais velhos divertiram-se também até pela tranqüilidade de ter os seus filhos bem próximos, degustando e bebemorando em família, sob os olhos atentos dos pais. Revivemos, no ano que passou (2007), o auge deste convívio tão salutar, quando a Confraria do Carro Quebrado – Grupo de pessoas antigas no Bairro que se uniram para promover eventos e manter esta tradição – organizou uma senhora comemoração junina, com barracas de petiscos, comidas típicas, arraial, sorteio de balaio, sanfoneiros que alegravam o ambiente com um saudoso forró pé-de-serra e tudo que uma festa junina promove. Este ano repetiremos o sucesso, com certeza e sintam-se convidados. Vocês vão gostar! E Viva o São João em família, família da General Chaves!terça-feira, 17 de junho de 2008
O ACALANTO DO AMOR
Os tempos modernos não conseguiram desmistificar a natureza do amor, que se faz presente também no século XXI, com roupagem diversificada ou não, mas ali, insistente, ativo, pulsante e polêmico. Não se pode dizer, entretanto, que é a base de qualquer relacionamento como outrora, mas, faz mesmo o coração bater mais forte e suscitar sensações de fraqueza e desproteção. É ele, sem dúvida. Invade - sem pedir licença, assume e se apossa, sem que o sujeito se dê conta. Apesar de intruso, deixa uma sensação muito boa, massageia o ego, transmite luminosidade. Sempre acompanhado do romantismo e, quem diria, atingindo a qualquer faixa de idade.SAUDADES DO CINE PALACE (5)
Na porta, uma grande fila. O filme em cartaz era "DIO COME TI AMO". O cinema, aos poucos, ia completando a sua lotação. As meninas guardavam os lugares dos "paqueras" ou dos já namorados, mas o aviso pelos auto-falantes logo viria: "A Direção do cinema avisa que não é permitida a reserva de lugares". Começava a correria para pegar as cadeiras que antes estavam sendo guardadas. O cinema já estava lotado e na Bilheteria o aviso: Lotação Esgotada. Lá fora, outra fila já se formava para a sessão das quatro horas. E aí, outro aviso vinha das caixas de som da tela: "Atenção Senhores espectadores, após o término da sessão, o cinema será totalmente evacuado". Gritaria total na sala. Rolo de papel higiênico passando pela cabeça dos espectadores, desenrolando-se como serpentina em carnaval. Bolinhas de papel de balas eram jogadas na cabeça das meninas, chicletes eram colados embaixo do assento e braços das cadeiras. O cheiro do ar condicionado, misturado a diversos perfumes, contagiava o ambiente. O senta-levanta, o entra-e-sai para beber água ou comprar balas de hortelã dulcora, estava para terminar. O filme já ia começar...
Armando Maynard
segunda-feira, 16 de junho de 2008
BOCAPIU MÁGICO - a expressão criativa

A utilização de fantoches como recurso didático é de uma riqueza de conteúdos inimaginável, considerando que o texto vai surgindo à medida em que são resgatados valores e princípios éticos, histórias e vivências. Muito antigo, o Teatro de Fantoches permite que temas sejam explorados com uma sutileza prazerosa, como: racismo, morte, injustiça social, separação, dentre outros. A proposta é que ele se torne um instrumento pedagógico para, exatamente, transmitir mensagens e ensinamentos através da arte. A minha experiência como coordenadora pedagógica, favorece-me, no sentido de atestar que a utilização deste recurso não tem um público alvo definido, podendo ser explorado em situações das mais inusitadas, com resultados positivos, tanto para crianças como para treinamento de servidores burocráticos, professores, etc. (com textos engraçados, animados, musicados e cuja essência esteja direcionada para o objetivo proposto).
Autora: Lygia Prudente Maynard Vieira
Um dos personagens desta peça fará a apresentação do grupo e do conteúdo que será explorado na sua execução:
Boa tarde! Vamos mostrar alguns exemplos do emprego da norma culta na gramática portuguesa. Atenção! Com vocês...... o Grupo Bocapiu Mágico apresenta
“ATROPELANDO A GRAMÁTICA E O CORAÇÃO”
Entra LOLITA, olhando devagar de um lado para o outro e, pergunta à platéia :
LOLITA - Olá! Estão todos aí? Hum...Fico sempre na dúvida se devo começar a falar.
E, falando alto, diz:
LOLITA - BOA TARDE!!! Ué... estão com fome é? BOA TARDEEEEEEEEE.... Eu sou a Lolita e... aí meu Deus! Já estou começando a ficar nervosa. Por que será ? JÁ SEI! Cadê aquele gato do Zezito? Não chegou? OH céus! Agora é que perco a cabeça... E... gritando...
LOLITA - Natasha.... CADÊ VOCÊ NATASHA ????????? E cochicha para a platéia: Essa tal de Natasha anda arrastando uma asa... NÃO! As duas asas pro lado daquele BUMBUM, quero dizer... BOMBOM. Preciso vigiar!
Entra Natasha, correndo e diz:
NATASHA - Você me chamou, Lolita? Antes que você me responda, devo lhe perguntar o que você precisa vigiar? Sim, porque quem vigia, vigia alguma coisa, não é mesmo turma?
LOLITA - Vigiar? Ah! Sim, eu estava falando que você anda muito saliente para o lado do Zezito e que eu preciso ficar de antena ligada. Entendeu?
NATASHA - Nã nã nã nã nã não!!!! Santo Deus, Lolita. Procure falar um linguajar mais decente. Antena... o que é que você quis mesmo dizer?
É a vez de entrar o Lobão.
LOBÃO - Ué Natasha, não me diga que você não conhece esse lero! Quer dizer ficar esperta como a própria antena, ligadona.
LOLITA - Ainda bem que tenho companhia. Alguém me entende.
NATASHA - Mas então, voltemos ao que conversávamos : Vigiar o que ou a quem?
LOBÃO - É claro que a Lolita disse isso porque tem ciúmes de você com o Zezito, logo a vigiada é você.
LOLITA - Chiuuuuuu! Fica calado! Ai meu Deus!
NATASHA - Antes de mais nada, se a vigiada sou eu, você deveria ter dito: PRECISO VIGIÁ-LA. E depois, trate de vigiar-me mesmo, porque eu também estou paquerando o Zezito.
LOBÃO - Sujou! Agora a coisa fede!
Entra Zezito e grita:
ZEZITO - Quem me chamou? Ouvi ou não ouvi o meu nome ser pronunciado pelas beldades?
LOBÃO - Fedeu mesmo. Quero ver só no que vai dar tudo isso!
LOLITA - Foi bom ver você porque precisamos chegar!
NATASHA - Lá vai começar tudo de novo! Chegar aonde? A minha falsa amiga deve ter faltado à aula no dia em que a professora explicou que o verbo chegar exige a preposição A, então PRECISAMOS CHEGAR A que?
ZEZITO - Com certeza a alguma decisão. E eu estou com o ego amaciado só de pensar que vocês gatas estão discutindo por mim.
LOBÃO - Misericórdia.... ainda tenho que agüentar esta sessão de GABOLICE!
LOLITA - Parem com tanto blá blá blá. Vamos logo aos finalmente!
LOBÃO - Concordo plenamente, cara colega. E veja se você abre os olhos. Olhe ao seu redor porque não existe só o Zezito e... beleza não põe mesa.
NATASHA - Então deixemos um pouco a norma culta de lado e tratemos de esclarecer alguns pontos. Eu não sou santa e não vou abrir mão de Zezito para beneficiar Lolita. Não mesmo!
LOBÃO - Só um pequeno detalhe: Zezito, o DOM JUAN sabe do interesse das duas e qual desses interesses parte realmente de um sentimento ou trata-se simplesmente de uma disputa?
ZEZITO - Muito bem colocado, Lobão. Você agora deu uma dentro!
NATASHA - Ai minha santa virgem da Querupita! Protegei-me do lero falado por essa muvuca! Uai! Já estou falando do mesmo jeito, imagina como é contagiosa essa história!
LOLITA - Eu acho é pouco: tão posuda e é igualzinha a todos os mortais.
ZEZITO - Precisamos voltar ao que fora colocado pelo Lobão quando ressaltou que o importante é sabermos qual dos sentimentos é o mais puro e o mais verdadeiro! Afinal estou sendo o pivô do desentendimento.
LOLITA - É lógico que a minha paquera é a mais verdadeira!
ZEZITO - Lembra da época que você andava se engraçando para o lado do Lobão?
LOBÃO - Meu lado? E como não me lembro?
LOLITA - Ah! Ele nem olhava para mim. Eu não gosto de ficar esperando muito tempo.
NATASHA - Então é verdade? Quem diria?
LOLITA - Não se meta! Fique na sua!
ZEZITO - Lobão você é mesmo aéreo. Como não percebeu que a Lolita estava a fim de você?
LOBÃO - È verdade Lolita? E por que desistiu?
NATASHA - Sim, sim, por que? Diga logo Lolita.
ZEZITO - Estou achando que ela ainda nutre um sentimento de afeto por você, Lobão.
LOLITA - Olhem vocês! Não faz a minha praia eu ficar atrás de alguém que nem me olha. Eu quero logo partir para outra paquera.
Lobão corre e abraça Lolita .
LOBÃO - Não diga mais nada minha Ivete Sangalo. O meu coração lhe pertence. Vamos encerrar o assunto. Dê para mim um beijo, vamos.
NATASHA - Não é dê para mim, meu Deus. É DÊ-ME UM BEIJO!
ZEZITO - Aproveitando a deixa e esclarecidos os fatos, deixe que em você eu dou. Um só não, vários.
ABRAÇAM-SE TODOS E VIRANDO-SE PARA A PLATÉIA CURVAM-SE AGRADECENDO OS APLAUSOS.
terça-feira, 10 de junho de 2008
SAUDADES DO CINE PALACE (4)
"Cine Palace - o palácio dos grandes espetáculos anuncia para hoje, na matinée, às duas e às quatro e, na soirée, às sete e às nove horas, o filme Candelabro Italiano. Cine Palace - um ambiente deliciosamente refrigerado." Era assim que anunciava o carro de propaganda pelas principais ruas da cidade. O dia era domingo - dia dos três "pês" ( praia, PALACE e praça). A praia era o Balneário de Atalaia. Ia-se às nove horas, para voltar, impreterivelmente, às doze horas, motivado pela primeira sessão do Cine Palace que começava às duas da tarde. Aliás, nesta época, somente ele tinha quatro sessões aos domingos, na matinée, às duas e quatro horas e, na soirée às sete e às nove horas. Havia um intervalo de uma hora, da última sessão da tarde para a primeira da noite. Depois é que surgiu, por toda a semana, de segunda à domingo, as famosas sessões contínuas, que eram às quinze, dezessete, dezenove e vinte e uma horas. Antes, todos os cinemas do centro, só tinham duas sessões, mesmo aos domingos - à tarde às três e quinze e à noite, às sete e quarenta e cinco. Até hoje, me pergunto: por que não às três e às sete e meia? Esses quinze minutos além do redondo da hora, sempre me intrigaram...
Armando Maynard
segunda-feira, 9 de junho de 2008
A SÚPLICA DO SABER
A palavra escrita é, mais do que nunca, o principal instrumento que favorece a compreensão do mundo, através da reflexão e da interpretação. Muito se tem falado e discutido sobre o fato de ser este um país onde pouco se lê. O problema tem nascedouro na infância. O contato com os livros e a literatura surge de maneira espontânea e lúdica e o hábito se instala pelo simples prazer. O livro propicia uma viagem, a ampliação do vocabulário e a clareza do universo vivido. É importante ressaltar que o papel dos pais é preponderante nesse desenvolvimento cognitivo, considerando-se que, na infância, é evidente a imitação do comportamento adulto. Pais que costumam ler, fornecem aos filhos o relevante modelo. domingo, 8 de junho de 2008
ORES ENFATIZA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

sexta-feira, 6 de junho de 2008
PARA VIVER UM GRANDE AMOR
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
PENSANDO BEM...
SAUDADES DO CINE PALACE (2)
segunda-feira, 2 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
JUNHO - FESTA NO NORDESTE
Chegou junho, o mês das festas juninas! O nordeste mostra então, para todo o país, a riqueza de uma das suas maiores manifestações culturais, que tem atraído turistas, curiosos e ávidos de conhecer e vivenciar o forró, o verdadeiro forró, o pé-de-serra, enriquecido pelas indumentárias dos "caipiras", imbuídos e cônscios do papel que ora representam, de divulgador das suas raízes. A animação está nas veias ante o som inconfundível e gostoso da sanfona, do triângulo e da zabumba, contaminando toda a platéia e fazendo desengonçados ousarem um remelexo e sentirem necessidade de acompanhar a multidão no ritmo que marca o compasso noite adentro. As apresentações das quadrilhas juninas são momentos solenes, resultantes de um trabalho de meses de ensaios. Os seus componentes investem e apostam na beleza destas apresentações. A indumentária, prazeirosamente confeccionada, serve de moldura ao bonito quadro, surpreendendo aos que ali prestigiam. A criatividade dos passos ensaiados, propiciam, a cada ano, um excelente nível destas apresentações.







