As propagandas e campanhas apresentadas na TV sempre me atraíram, exatamente pela inteligência das mensagens que passam. Indiscutivelmente, a criatividade consegue revestir de emoções o foco da venda e do alcance que se pretende ter. Hoje mesmo tive a oportunidade de ver uma dessas mensagens, cujo conteúdo se apresenta revestido de uma carga emocional muito forte, a respeito da Campanha de Doação de Órgãos. Partilhem comigo:
Por conta do que vi, fui à cata de outras, dignas de destaque e aplausos, também buscando sensibilizar para o despreendimento da matéria após a morte. Esta, reafirmando a fidelidade do cão pelo seu “dono”...
... e outra enaltecendo a sensibilidade de uma criança para com sua mãe, privada da visão. Realmente, a capacidade de expressar, tão fortemente, um chamamento tão sublime, me emociona e acaba por, moralmente, comprometer a mim mesma, os meus valores.
Pois é!. A “doação de órgãos” não é só um clichê bem sucedido, mas uma prática de pessoas desprovidas do apego material, espiritualmente superiores. Reflita você sobre essa possibilidade!
"Às vezes precisamos 'perder' algo, para que ele possa brilhar como uma estrela no céu.” “Dona” Marilda, não há verdade além desta, manifestada através da gratidão dolorida do sergipano, que triste se levanta e aplaude, para reconhecer seu generoso, permanente, constante e insistente trabalho que, ao longo do tempo, e imbuída de um sublimado espírito cristão, transformou a vida de milhares de pessoas amparadas pelo milagre do amor que a Casa Maternal Amélia Leite, fundada por seu sogro, Dr. Augusto Leite, vem semeando na comunidade. O sofrimento não marca hora para atingir as pessoas. A fome que desnutre, mata e assola, é diária. E o socorro também tem que ser, diário e permanente. A senhora percebeu isso muito cedo e se doou à causa tão veementemente, alheia à delicadeza da sua saúde, alimentando-se da ferrenha decisão de ficar entre nós, até que a vontade do Senhor interferiu de forma contrária à sua. Não podemos deixar de enaltecer o seu trabalho, que recriou, na comunidade carente até de amor, o espírito cristão. Em tempos tão conturbados, marcados pela violência urbana, consumismo desenfreado e degradação de costumes, mostrou, na prática, o significado verdadeiro da palavra solidariedade, estendendo a sua mão amiga e carinhosa, levando conforto, esperança e qualidade de vida aos que mais precisam. Jamais a esqueceremos, porque a saudade é uma dor forte. Saudade é lembrança de alguém que o tempo levou. Saudade da companhia, da partilha dos nossos problemas, das confidências, das conversas sempre muito lúcidas. Mas, não resta apenas saudade. De uma coisa temos a certeza: na mais pura expressão da palavra, a senhora foi uma MÃE! Deus a criou forte e, como árvore, estendeu seus ramos generosos sem escolher os que se abrigariam à sua sombra. E quantos se abrigaram. E agora percebemos o quanto estivemos perto da ternura que tudo acalanta e compreende. Ante a sua ausência física, o consolo é o de carregarmos no coração as sementes da solidariedade, da bondade, da harmonia e a certeza dos seus ensinamentos, a maioria deles, no silêncio das suas ações. Descanse, “Dona” Marilda, e usufrua da paz que a senhora sempre proporcionou.
Ainda consigo me emocionar em uma cerimônia de casamento.O romantismo do momento avoca os mais profundos sentimentos que, naturalmente, nos leva a um passeio pelos caminhos que já trilhamos no que se refere às nossas relações de convivência, de paixão, de amor. As músicas cantadas nessas ocasiões são sublimes e ajudam a criar o clima de leveza e suavidade que emolduram os sonhos. O branco, cor predominante nas cerimônias religiosas, transmite paz e sofisticação. Particularmente, o casamento do meu amigo de batalhas, Rodrigo, que testemunhei no último sábado, primou pela elegância, requinte e sofisticação. Tudo de muito bom gosto, no critério da simplicidade dos seus protagonistas, sem os exageros do strass nem paetês. Elegante como ele, e, agora percebo, como ela também. Estavam lindos e se notava o brilho e a intenção que havia no olhar de ambos: viverem juntinhos para sempre. Lotavam a Igreja São Pedro e São Paulo (Aracaju/SE/BR) a família e os amigos que, ao receberem o cortejo, transpareciam a alegria pela oportunidade de testemunharem um marco decisivo e tão importante na vida de pessoas queridas. Depois dos padrinhos, o noivo, lindíssimo e muito contrito, conduzido pela mãe (que agora a reconheço da minha época de estudante, acho que do Atheneu ), orgulhosa do papel cumprido e, com certeza, ansiosa pelo novo momento que a família viveria a partir de então. Finalmente, no delicado tapete branco contornado por pedestais de vidro ornados com buquês de flores brancas, ao som da Ave-Maria, surge Juciara, “segurando-se” no braço do pai e admirada por todos, num momento único na vida de uma mulher. Na minha concepção, as mulheres são sempre mais corajosas, acreditam na certeza da felicidade, ousam sempre e surpreendem também, pelo poder oculto que as caracterizam e impulsionam. Isso extravasa em momentos como este e permite uma segurança e firmeza nos passos pela nave do templo, amenizando o infindável caminho a ser trilhado até o altar, onde a esperava Rodrigo. A emoção contamina os presentes. O “são agora marido e mulher”, encerra a cerimônia e abre a cortina de uma vida a dois, para a qual desejamos toda a felicidade que buscarem juntos. Isso: que buscarem, porque a convivência é o resultado de muito companheirismo, cumplicidade, tolerância, paciência, carinho e amor. Tenho certeza que estão prontos! Sejam felizes Rodrigo e Juciara! Que as cerimônias do casamento religioso sejam perpetuadas porque embalam os sonhos e revivem momentos marcantes da nossa vida.
Novamente as vivências de cada um vêm alicerçar uma defesa em favor do supremo direito que temos de fazer uma leitura de mundo. Por sua vez, essa leitura enriquece e amadurece o indivíduo, tornando-o forte e suscitando-lhe a necessidade de se manifestar, expondo o seu pensamento com a tranqüilidade proveniente da segurança de que tem valor aquilo que ele consegue externar. Isso é uma característica do mundo moderno, pela possibilidade de acesso imediato às informações e ao poder de comunicação que se estabelece com mais facilidade, através dos meios tecnológicos. Em muitas salas de aula, ainda, fica muito evidente a forma prosaica com que são elaborados os instrumentos de avaliação e o processo de construção do conhecimento. É preciso que haja um despertar no sentido de se enxergar o aluno como pessoa e que ele, com a sua vivência, faça o seu papel de disseminador da sua cultura e do seu saber, enriquecendo o ambiente de sala e daí, o encontro das vivências e experiências, tende a ser um novo mundo de descobertas e enriquecimento cognitivo e cultural. Por isso mesmo, a pedagogia mais evoluída percorre agora o caminho do investimento no hábito da leitura, esse meio simples e eficiente na aquisição do conhecimento. Afinal de contas... ler não dói! O exercício da leitura, incontestavelmente, aguça a percepção, tão importante para a interpretação de mensagens. E quando falamos de interpretação, estamos a falar do sujeito “no mundo”, de como ele se sente frente a tudo que se passa ao seu redor e, a partir daí, chega às suas próprias conclusões, sem receio de julgamentos de outros. Para ilustrar esse raciocínio, vale a pena falar sobre um filme nacional - DIVÃ ( muito bom ), cujo enredo traz à tona a complexidade das relações: Mercedes (Lília Cabral) nesse filme, assume as suas incoerências e indecisões e sai na busca de respostas que possam solidificar as suas iniciativas a partir do seu verdadeiro “eu”, colocando, inclusive, em risco uma relação de 20 anos, porque se descobriu enquanto pessoa, com vontades e sonhos – “realizáveis e irrealizáveis”. Não podemos esquecer que “as aparências enganam” e que os fatos e acontecimentos precisam ser analisados para que se tornem compreensíveis para nós mesmos, sem, contudo, isolá-los do contexto no qual estão inseridos.
Vamos exercitar um pouco esse conceito? Façamos um jogo e vendo o vídeo abaixo, cheguemos às nossas próprias conclusões. E, assim, constatemos a diversidade de formas de interpretar, analisando o que representa a personagem no contexto da vivência de cada um.
“Moro... num país tropical... abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza...” Nesse mesmo país, para desespero dos patriotas, bairristas, tomamos conhecimento de absurdos como o momento de desespero de Jade Barbosa – sabem quem é Jade, não é? Sim, a ginasta, aliás, a brilhante ginasta que só trouxe louros para o Brasil, exatamente por sempre tê-lo representado tão bem. Pois é, Jade está fazendo uma campanha, vendendo camisetas licenciadas em seu site oficial, para manter-se em tratamento de uma lesão grave na mão direita, chamada necrose do capitato ( que pode encurtar a sua carreira), quando se apresentava, mais uma vez, representando o Brasil, a nossa “pátria amada”. Que descabimento... mas, o empenho dos governantes é quase histérico no sentido de realizar a Copa do Mundo aqui, num país aparentemente saudável, seguro, confiável, só pra inglês ver, apesar de tantas belezas naturais, de um povo alegre, criativo, ingênuo e, infelizmente, não muito comprometido com a coerência no voto. Quero registrar o meu repúdio a essa explícita falta de estímulo à escolhas condizentes com a que almejamos para os nossos jovens, futuro dessa nação, pelo descuido, pela indiferença, pelo menosprezo à situações como a que passa a nossa ginasta Jade, brasileira como eu, com muito orgulho!
A música nos reporta, romanticamente, a momentos significativos das nossas emoções. O coração se enche de alegria e revivemos cada detalhe de algo que não queremos esquecer, com o frescor sentimental de um hoje. E a música que consegue esse efeito mágico, merece estar sempre na mídia, para que fique arraigada, numa prova inconteste que boas composições podem vir á tona em todos os tempos que serão apreciadas. O bom gosto musical não tem classe social e nem língua pátria. A sonoridade une os povos e suscita sentimentos nobres. Tantas e tantas composições que merecem destaque nesse emaranhado de qualidade musical. Particularmente, sou fanática pela música francesa, Charles Aznavour, Edith Piaf, Mireille Mathieu, sem com isso, deixar de apreciar Natalie e Nat King Cole, Frank Sinatra, e tantos outros que merecem igual destaque. Com relação à nossa música, inegavelmente, é hours concours, tem peculiaridades muito próprias da criatividade brasileira, a exemplo de Chico Buarque, Caetano Veloso, Tom Jobim e outros tantos não caberiam neste espaço, merecem inclusive, uma postagem própria, dentro em breve, avocando a arte de Pixinguinha, Noel Rosa, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Cauby Peixoto e muito mais. Portanto, música é música em qualquer lugar do mundo. Deleitem-se com os momentos musicais propostos nessa postagem. E ... “vive le musique!!”
Nada mais gostoso do que lembranças, evidentemente, boas lembranças. E elas, geralmente, estão no convívio da família. É tão rica a vivência que trazemos no nosso amadurecimento, recheada de fatos e acontecimentos que nos remetem ao passado com a sensação de paz, de deleite, de colo de mãe. Já tivemos oportunidade de falar do Natal em família, do carnaval também. Agora, os feriados da Semana Santa nos remetem, novamente, a esse convívio alegre, quando partilhávamos, ainda, da presença de filhos, irmãos, hoje distantes geograficamente, rasgando o nosso coração de saudade, consolados pela certeza da felicidade que, assim mesmo, permeia as suas vidas. Afinal, filhos são criados para o mundo. Pois é. Mas, em anos atrás, tal qual no carnaval, aproveitávamos os feriados da Páscoa para passarmos, todos juntos, em Pirambu ( uma praia no litoral norte do Estado de Sergipe), na casa de Luiza e Edson, mais uma vez citados como anfitriões. Eu e Armando, os filhos Guilherme e Simone, sobrinhos, naturalmente, Luiza e Edson, mães de Luiza e Armando e de Edson, filhos, genros e noras e amigos dos jovens que, pela ligação afetiva, eram considerados sobrinhos também. Hoje, já pais e mães, ainda me chamam de “tia” Lygia. E em um destes feriados da Páscoa, resolvemos queimar um “Judas”, conforme manda a tradição do Sábado de Aleluia, ainda fortemente respeitada no nosso Nordeste. Abrindo um parêntese: dentre os antigos ritos pagãos, a QUEIMA DO JUDAS é o mais popularmente conhecido. Acontece no sábado anterior ao domingo de páscoa, parecendo evocar a traição de Judas Escariote a Jesus Cristo, como a Bíblia nos fala. A celebração segue o rumo que vai da leitura de um “testamento” à encenação de uma condenação, cuja forma de execução, apesar do seu aspecto lúdico não exige o rigor da autenticidade, uma vez que o boneco é amarrado e queimado com fogo pirotécnico e, na narração bíblica descreve um enforcamento. O boneco a ser executado representa, sempre, alguém a quem se procura visar com a crítica social, não passando de uma mera brincadeira inofensiva. Fecha o parêntese. A movimentação que essa decisão em grupo causava, deixava no ar uma excitação geral, nos preparativos: procuravam roupas velhas, em desuso; o capim ou jornal para o enchimento; encarregavam-se de batizar o “Judas”, e finalmente, preparavam-se para escrever o testamento – a parte mais engraçada e esperada da festança. Como a família era grande, porque, além dos que estavam na casa de Luiza e Edson, outros estavam também em Pirambu, na casa de Selminha, prima de Armando e Luiza. Cerca de quarenta pessoas. Eu, particularmente, adorava toda essa movimentação. Era do meu temperamento e também, sempre me dei bem com jovens, afinal, sou professora e essa profissão não concede o luxo de trabalhar acomodada. E olhe que, tive oportunidade de lidar com jovens em momentos conturbados, difíceis, quando da minha gestão na direção de escolas, mas, sempre nos demos bem, contornando as divergências de opiniões, evidentemente construtivas, com esclarecimentos colocados de forma bastante transparente, o que me possibilitava ganhos, pela confiabilidade que isso trazia. Mas, enfim, como eu sempre gostei de escrever, o testamento do"Judas" sempre parava nas minhas mãos e com isso, a responsabilidade de ser engraçada e dizer as coisas certas para as pessoas certas. Que legal! Logicamente, eu precisava contar com a ajuda da meninada, porque detalhes de cada um eram importantes para a coerência das mensagens. E começava sempre assim: “para fulano, que não tenho o que deixar, deixo isso e aquilo para ele se arrumar....” . E a festança adentrava pela madrugada, onde se bebia para comemorar e comia também. Saudades! Só mesmo em Casa de “Vó”.
Abaixo, um vídeo que mostra a queima de um "judas" qualquer, para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de vivenciar esta tradição.