domingo, 24 de agosto de 2008

Saudades do Cine Palace (9)

A grande tela cinemascope do Cine Palace “cabia bem” um épico como DOUTOR JIVAGO (Doctor Zhivago), 1965, Direção de David Lean, com Omar Sharif, Julie Christie e Geraldine Chaplin, vencedor de 5 Oscars, com 3 horas e 21 minutos de duração, filme de grande sucesso, com a famosa composição de Maurice Jarre, Tema de Lara na sua trilha sonora. Os épicos daquela época eram filmes longos, alguns tinham até quatro horas de projeção, e continham abertura, ou seja, após o Cine Jornal (traillers não eram exibidos por motivo do filme principal ser muito longo), e o Certificado de Censura, as luzes da sala eram acesas, a imagem na tela escurecia, começando-se a ouvir a trilha sonora do filme. Quando a mesma acabava, voltava a imagem a aparecer, com a vinheta da companhia cinematográfica, no caso a Metro Golden Mayer e aí sim, começava o letreiro, o filme propriamente dito. Todo preparativo para o espectador entrar no clima. No meio do filme, outra interrupção, a imagem escurecia, aparecia na tela: INTERVALO. Começava-se a ouvir novamente a trilha sonora quando eram acesas as luzes da sala, o que durava cerca de dez minutos. No caso do DR. JIVAGO, o intervalo acontecia na cena em que o trem entra em um túnel, e tudo fica escuro. Volta-se ao filme quando o espectador começa a ouvir o barulho do trem, a tela começa a clarear e aparece o trem saindo do túnel, encerrando-se assim o intervalo. Era um tempo em que se apreciava a sétima arte sem pressa. Não era a um simples filme que se assistia, mas a um espetáculo. Um espetáculo cinematográfico...

Armando Maynard

4 comentários:

Tina disse...

Oi Armando!

Aonde você conseguiu esse video? No You Tube? Conta... eu adoraria ter também. A-do-ro esse filme, me marcou demais.

Obrigada pela visita ao Blue Moon, volte mais. Parabéns pelo blog.

Abraço e ótimo dia,

andre wernner disse...

Rememorar esses momentos é fantástico!
Tão logo foi lançado o filme, morávamos no Norte do Paraná, eu e meu irmão fomos assistir no único cinema da cidade, que chamava o público através do alto-falante, instalado no topo do prédio. Era o marketing da época.

Tinha sessão no domingo pela manhã, duas sessões à tarde e uma à noite. E, naquela época, a pessoa podia ficar dentro da sala e assistir quantas vezes quisesse...

Eu assisti a sessão da manhã, naquele dia. Estava de bom tamanho. Meu irmão, um tarado (!) por cinema, teve a coragem de assistir três sessões do mesmo filme: uma pela manhã e às duas da tarde.

E assim foi também com Benhur! Hoje, me parece que os cinemas andam sem graça. A maioria nos shoppings e as salas que sobraram, estão virando igrejas evangélicas...
Abs

adelaide amorim disse...

Um grande filme, Armando.
Obrigada pela visita, volte sempre que é muito bem-vindo, viu?
Beijo pra você.

Pluschkatt disse...

Pois e!
Dr Jivago ...
Devo ter assistido ele umas 18 vezes ..rs..
Magnifico, assim como todas as obras do grande David.
To precisando comprar o DVD para que um dia meus filhos vejam esta obra fantástica!
Abraços!