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quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Renascer Fortalecido

“Não tenha medo do novo, adote atitudes diferentes em seu dia a dia, por menores que pareçam. Faça caminhos que não conhece, penteie os cabelos de outro modo, converse com desconhecidos e inclua novos hábitos em sua vida.”
                              Carlos Alecrim – Revista Bons Fluidos nº 145


Pois é! Com a vida estafante que levamos, sentimos necessidade de buscar alternativas que nos levem sempre a, antes de mais nada, nos gostarmos. Só assim poderemos partilhar com alguém a alegria, disseminando o bem estar para quem de nós se aproxima, expandindo assim o nosso círculo de convivência. Não estamos falando de sermos hipócritas e sim de emanarmos bons fluidos, positivo nas relações estabelecidas. Estarmos de bem conosco parte da adoção de hábitos saudáveis, de sentimentos puros e, de reflexões diárias, que nos permitem julgar as nossas próprias ações. O travesseiro e a oração são muito bons para isso. Por maiores que tenham sido nossos problemas naquele dia, busquemos neles o crescimento. Toda essa volta é para lembrar que o período que antecede a Páscoa nos remete, naturalmente, à reflexão que culmina com um “eu” renascido, porque ao nos analisarmos, contritamente, estaremos nos transportando a um novo patamar de amadurecimento. Uma Páscoa Feliz para todos!
Lygia Prudente

domingo, 9 de agosto de 2009

Sejam Felizes Para Sempre!


Ainda consigo me emocionar em uma cerimônia de casamento.O romantismo do momento avoca os mais profundos sentimentos que, naturalmente, nos leva a um passeio pelos caminhos que já trilhamos no que se refere às nossas relações de convivência, de paixão, de amor. As músicas cantadas nessas ocasiões são sublimes e ajudam a criar o clima de leveza e suavidade que emolduram os sonhos. O branco, cor predominante nas cerimônias religiosas, transmite paz e sofisticação. Particularmente, o casamento do meu amigo de batalhas, Rodrigo, que testemunhei no último sábado, primou pela elegância, requinte e sofisticação. Tudo de muito bom gosto, no critério da simplicidade dos seus protagonistas, sem os exageros do strass nem paetês. Elegante como ele, e, agora percebo, como ela também. Estavam lindos e se notava o brilho e a intenção que havia no olhar de ambos: viverem juntinhos para sempre. Lotavam a Igreja São Pedro e São Paulo (Aracaju/SE/BR) a família e os amigos que, ao receberem o cortejo, transpareciam a alegria pela oportunidade de testemunharem um marco decisivo e tão importante na vida de pessoas queridas. Depois dos padrinhos, o noivo, lindíssimo e muito contrito, conduzido pela mãe (que agora a reconheço da minha época de estudante, acho que do Atheneu ), orgulhosa do papel cumprido e, com certeza, ansiosa pelo novo momento que a família viveria a partir de então. Finalmente, no delicado tapete branco contornado por pedestais de vidro ornados com buquês de flores brancas, ao som da Ave-Maria, surge Juciara, “segurando-se” no braço do pai e admirada por todos, num momento único na vida de uma mulher. Na minha concepção, as mulheres são sempre mais corajosas, acreditam na certeza da felicidade, ousam sempre e surpreendem também, pelo poder oculto que as caracterizam e impulsionam. Isso extravasa em momentos como este e permite uma segurança e firmeza nos passos pela nave do templo, amenizando o infindável caminho a ser trilhado até o altar, onde a esperava Rodrigo. A emoção contamina os presentes. O “são agora marido e mulher”, encerra a cerimônia e abre a cortina de uma vida a dois, para a qual desejamos toda a felicidade que buscarem juntos. Isso: que buscarem, porque a convivência é o resultado de muito companheirismo, cumplicidade, tolerância, paciência, carinho e amor. Tenho certeza que estão prontos! Sejam felizes Rodrigo e Juciara! Que as cerimônias do casamento religioso sejam perpetuadas porque embalam os sonhos e revivem momentos marcantes da nossa vida.
Lygia Prudente

domingo, 12 de abril de 2009

Jade Barbosa


“Moro... num país tropical... abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza...” Nesse mesmo país, para desespero dos patriotas, bairristas, tomamos conhecimento de absurdos como o momento de desespero de Jade Barbosa – sabem quem é Jade, não é? Sim, a ginasta, aliás, a brilhante ginasta que só trouxe louros para o Brasil, exatamente por sempre tê-lo representado tão bem. Pois é, Jade está fazendo uma campanha, vendendo camisetas licenciadas em seu site oficial, para manter-se em tratamento de uma lesão grave na mão direita, chamada necrose do capitato ( que pode encurtar a sua carreira), quando se apresentava, mais uma vez, representando o Brasil, a nossa “pátria amada”. Que descabimento... mas, o empenho dos governantes é quase histérico no sentido de realizar a Copa do Mundo aqui, num país aparentemente saudável, seguro, confiável, só pra inglês ver, apesar de tantas belezas naturais, de um povo alegre, criativo, ingênuo e, infelizmente, não muito comprometido com a coerência no voto. Quero registrar o meu repúdio a essa explícita falta de estímulo à escolhas condizentes com a que almejamos para os nossos jovens, futuro dessa nação, pelo descuido, pela indiferença, pelo menosprezo à situações como a que passa a nossa ginasta Jade, brasileira como eu, com muito orgulho!
Lygia Prudente

A Música de todos os tempos

"She", Charles Aznavour

A música nos reporta, romanticamente, a momentos significativos das nossas emoções. O coração se enche de alegria e revivemos cada detalhe de algo que não queremos esquecer, com o frescor sentimental de um hoje. E a música que consegue esse efeito mágico, merece estar sempre na mídia, para que fique arraigada, numa prova inconteste que boas composições podem vir á tona em todos os tempos que serão apreciadas. O bom gosto musical não tem classe social e nem língua pátria. A sonoridade une os povos e suscita sentimentos nobres. Tantas e tantas composições que merecem destaque nesse emaranhado de qualidade musical. Particularmente, sou fanática pela música francesa, Charles Aznavour, Edith Piaf, Mireille Mathieu, sem com isso, deixar de apreciar Natalie e Nat King Cole, Frank Sinatra, e tantos outros que merecem igual destaque. Com relação à nossa música, inegavelmente, é hours concours, tem peculiaridades muito próprias da criatividade brasileira, a exemplo de Chico Buarque, Caetano Veloso, Tom Jobim e outros tantos não caberiam neste espaço, merecem inclusive, uma postagem própria, dentro em breve, avocando a arte de Pixinguinha, Noel Rosa, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Cauby Peixoto e muito mais. Portanto, música é música em qualquer lugar do mundo. Deleitem-se com os momentos musicais propostos nessa postagem. E ... “vive le musique!!”

"Non, je ne regretti rien", Edith Piaf

Lygia Prudente

sábado, 17 de janeiro de 2009

"No Túnel do Tempo"

Dando sequência à proposta de semear a cultura da música, publico hoje mais um artigo do professor Ludwig Oliveira, desta feita ressaltando o estilo “brega” e “cafona”(tão em moda hoje, apesar da roupagem mais modernizada). Bom proveito você, na certeza de que conhecimentos novos e lembranças levam a uma cultura consolidada.



DO "CAFONA" AO "BREGA"
São vários os anos em que pesquiso sobre música popular brasileira e dentre os mais variados autores que os tenho, um deles é uma espécie de referência para o assunto em tela: José Ramos Tinhorão, que já lançou uns doze ou treze livros, possuo dois deles: “Música popular: um tema em debate”, de 1966 e “Música popular: o ensaio é no jornal” um dos mais recentes de sua autoria, são livros estribados em trabalho de pesquisa e análise crítica sobre os mais variados gêneros e compositores, mas o polêmico Tinhorão nunca abordou nomes como Paulo Sérgio, Odair José, Nelson Ned ou Benito di Paula, vertente esta, que era rotulada de “cafona”, palavra italiana, cafoné, que significa indivíduo humilde, tolo. Criada no Brasil pelo jornalista e compositor Carlos Imperial , a expressão cafona subsiste hoje como um termo utilizado para designar “coisa barata, descuidada e malfeita” , disse certa feita o pesquisador Ricardo Cravo Albin: “sempre que eu fizer referência ao repertório “cafona” – a palavra aparecerá entre aspas porque contém um juízo de valor impregnado de preconceitos com os quais não compartilho - , estarei me referindo àquela vertente da música popular brasileira consumida pelo público de baixa renda”, no que eu concordo com Cravo Albin. O economista Edmar Bacha criou o termo “Belíndia”, uma metáfora para explicar a existência de dois “Brasis”, um composto pela classe média e alta, morando no grande centro urbano e com um padrão de vida de primeiro mundo, semelhante ao da população da Bélgica; outro, composto pela classe média baixa e assalariada, vivendo em precárias condições, sem escola e informação e com um padrão de consumo semelhante ao da população da Índia,. Transportando esta metáfora para o campo específico da música, é possível dizer que artistas como Chico Buarque, Milton Nascimento e Caetano Veloso tinham seu público entre os habitantes da “Bélgica”, enquanto que os cantores “cafonas” eram ouvidos e admirados pela imensa maioria da população da “Índia”. Pois, Tinhorão e o pesquisador Ary Vasconcelos sempre se preocuparam com a população “pseudo-intelectual” voltada para o estilo daqueles que faziam a MPB – Caetano, Gil, Milton Nascimento, Edu Lobo, Geraldo Vandré, Chico Buarque e discos como “Sinal Fechado” e “Clube da Esquina” , sem dúvida representativos, mas que na época eram consumidos por um segmento mais restrito de público, da classe média. São coisas que me levam a uma reflexão acerca do silêncio da história. O historiador francês Jacgues Le Goff, afirmava que era preciso interrogar-se sobre os esquecimentos, os hiatos, os espaços em branco. “Devemos fazer o inventário dos arquivos do silêncio, e fazer a história a partir dos documentos e das ausências de documentos”. Quando pesquiso a obra musical de uma geração de cantores/compositores considerados “cafonas”, recuperar a memória de uma facção da cultura deixada pra trás. Quem não lembra e quem não gosta de ouvir a balada: “Esta é a última canção/ que eu faço pra você/ já cansei de viver iludido/ só pensando em você...do alfaiate e cantor Paulo Sérgio.

LUDWIG OLIVEIRA
Radialista e Professor



(artigo publicado originalmente no JORNAL DA CIDADE , Aracau/SE, em março de 2008)

Assista ao vídeo "Amor tem que ser Amor", com a participação do cantor Paulo Sérgio no Programa "Globo de Ouro", em 1976.


Lygia Prudente

sábado, 10 de janeiro de 2009

Choro e Chorões


O MURAL de hoje dediquei à difusão da nossa cultura musical, dando a minha parcela de contribuição para que o CHORINHO seja conhecido e notabilizado também dentre os jovens, aguçando o gosto pela música de qualidade. E nada mais justo que avocar um artigo do professor Ludwig Oliveira, um dedicado estudioso da música através dos tempos.


O chorinho no Brasil
Ludwig Oliveira (*)

Choro – Devo antes de dissecar, dizer que o Choro não é exatamente um gênero musical, como o samba, o baião, a valsa, etc. É uma maneira de tocar, uma linguagem criada pelo músico carioca. O Choro quase sempre é sentimental, mas também pode ser alegre e saltitante. Suas origens são desconhecidas, mas existem algumas hipóteses que o fazem provir da África: os negros cafres costumavam executar uma espécie de concerto vocal, ao qual chamavam xôlo, que foi trazido para o Brasil, confundindo-se essa palavra africana com a portuguesa “choro”. Diversos historiadores de nossa música popular estabeleceram que o Choro nasceu nos anos 70 do século passado, no Rio de Janeiro, o mesmo período, aliás, em que foi criado o maxixe, outro gênero musical carioca. A polca “Flor Amorosa” do flautista Joaquim Silva Callado Júnior. Quando o violoncelista Casemiro de Souza Pitanga tirava incríveis vibratos de seu instrumento, numa apresentação no Salão do Congresso Fluminense em novembro de 1857, um determinado espectador gritou: - chora Pitanga! Esse grito, que resultou em 1868 na polca “Chora Pitanga”, de Manoel Joaquim Maria, identificava também um modo de tocar das músicas da época. A grande emulação desses encontros era a apresentação de novas músicas que pretendiam “derrubar” os acompanhadores, com as suas modulações inesperadas, além das improvisações dos solistas. Um dos músicos surgidos naquela comunidade de chorões chamava-se Albertino Ignácio Pimentel – o Carramona (1871-1929) – deixando uma obra das mais expressivas e uma lembrança muito forte entre os músicos. Lamentável que não houvesse ninguém naquela época interessado em registrar num livro aquele momento da música popular brasileira. Só muito mais tarde, em 1936, Alexandre Gonçalves Pinto, um antigo tocador de violão e cavaquinho e humilde funcionário dos Correios, sem qualquer vocação para escritor, escreveu por conta própria um livro chamado “O Choro” (atualmente uma raridade biográfica), com reminiscências de cerca de 300 figuras do Choro carioca. Através desse livro foi possível saber, por exemplo, que Carramona aprendeu a tocar piston ainda criança, quando era interno da Casa dos Meninos Desvalidos, em Vila Isabel. E também que a Princesa Isabel gostou tanto das suas interpretações que, como prêmio, pediu a um médico que colocasse – por conta da família imperial – um “olho de vidro” no lugar do seu olho vazado. Outro Chorão da mesma época é Pedro Manoel Galdino, autor de Choro “Flausina” uma das primeiras gravações de Pixinguinha (1912), Pedro Galdino – segundo depoimento de Pixinga ao crítico Tinhorão – “era um crioulinho que trabalhava na fábrica de tecidos da Vila Isabel. Como músico era fraco, mas compunha umas coisas bonitinhas.” Outro grande: Luiz Americano (1900 – 1960), saxofonista e clarinetista, filho de Itabaiana-SE, deu também grande parcela ao Choro através de composições bastantes destacadas – É do que há, Intriga no Boteco do Padilha, Numa Seresta, Luiz Americano no Lido, Assim Mesmo, Minha Lágrima e Sorriso de Cristal. Diversos outros também se destacaram, Avena de Castro, Aristides Borges, Luiz Otaviano Braga, Patápio Silva, etc. Enfim, o Choro gerado sob o impulso criador e improvisatório dos chorões logo perdeu as características dos países de origem, adquirindo feição e caráter perfeitamente brasileiros, a ponto de se tornar impossível confundir uma Polka da Boêmia, um Schottiche teuto-escocês ou uma Valsa alemã ou francesa, com o respectivo similar brasileiro, saído da inventiva desses Chorões que se chamaram Calado, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, Irineu Batina, Pixinguinha, Mário Cavaquinho, Sátiro Bilhar, Candinho Trombone, Jacob e Waldir.
O Choro nasceu da necessidade inconsciente que esses músicos sentiram de nacionalizar a música estrangeira importada.
Agora, vou ouvir um Chorinho de autoria de meu pai...!


(*) Radialista e Professor

(artigo publicado originalmente no JORNAL DA CIDADE , Aracau/SE, em 10 de maio de 2000)

ASSISTA ao vídeo : "Alma Carioca: um CHORO de Menino",

uma deliciosa animação que mostra como o choro passou de gerações a gerações, mantendo viva a verdadeira cultura carioca.



Lygia Prudente

domingo, 28 de dezembro de 2008

Tin...tin... para o Ano Novo – crendices que alimentam a tradição!

Procuramos sempre saudar o Ano Novo com um brinde, na esperança de que aquele momento de euforia se perpetue. Para que você faça o seu “tin...tin...” consciente, é bom que saiba que a palavra BRINDE é de origem alemã que traduzida significa “OFEREÇO-TE” e o hábito desta manifestação teve início na antiguidade entre os saxões, ao passar o copo (um único copo) de mão em mão, para que todos compartilhassem o conteúdo, partilhando assim os seus desejos. A bebida, para eles, tinha poderes mágicos e o que naquele momento fosse desejado, aconteceria efetivamente, diferentemente de hoje, quando já não se acredita na magia que a bebida oferece, mantendo somente o sentido de comunhão, apesar do uso de taças individuais (tornando-se o costume muito mais higiênico). O “tin...tin” (tocar os copos levemente) representa os cinco sentidos : visão, olfato, tato, paladar e audição, tornando o prazer mais completo. Pode-se, entretanto, apenas erguer o copo em silêncio e brindar com qualquer bebida, inclusive água, até porque diz muito mal da pessoa, quando ela se recusa a participar de um brinde; acabar com a bebida após o brinde com um só gole; pousar a taça na mesa sem tomar um só gole e brindar com o copo vazio. Quanto ao uso do branco na virada, o costume varia muito de país para país: entre nós, esta cor lembra a paz e a pureza; para outros remete à morte, ao luto, a exemplo dos orientais. A sabedoria popular diz que as cores usadas na passagem de um ano para outro, influencia o destino de cada um e acredita que para quem busca a paixão, a cor vermelha é a ideal. O amarelo, que tem a cor do ouro, atrai dinheiro, como comer doze uvas verdes à meia-noite do Ano Novo e colocar três caroços de romã dentro da carteira no dia de Reis, é bom para ter dinheiro em todos os meses do ano. Enfim, o desejo de renovação está muito presente em todos pela ansiedade por boas mudanças, expressando isso através de rituais como desfazer-se de roupas e objetos envelhecidos. Também é hora de dar vazão às superstições: pular sete ondas, comer uva ou romã no dia 31 de dezembro, sal grosso na decoração do reveillon, para espantar mau-olhado. É a hora de todos vestirem branco no Brasil, numa expectativa de paz, de luz e também para reverenciar Iemanjá, a mãe dos Orixás, em grande parte do seu extenso litoral, acendendo velas e jogando presentes ao mar. Na verdade, o que se pretende com estas práticas, é propalar os hábitos e costumes que representam a nossa tradição, não importando se as superstições geram resultados, e fortalecer o desejo de começar o ano com o pé direito, com alegria, mesa farta e em família. E, se você mora no litoral, por que não levar rosas brancas e perfumes para jogar com muita fé nas águas? Se nós temos o poder interior de transformar – na medida do possível - o nosso dia conforme o nosso espírito, por que não... Feliz Ano de 2009 ?
Lygia Prudente

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Feliz você neste Natal!


Chega o final do ano e logo pensamos: passou rápido. É, realmente somos atropelados pelo tempo, principalmente quando fazemos o que, efetivamente, gostamos e também porque estamos envolvidos com pessoas que nos acrescentam, no nosso ambiente de trabalho. Pois é! Quando o Natal de aproxima, temos a sensação de que o ritmo diminui um pouco. Afinal, paramos para pensar em tudo o que conquistamos e fizemos de produtivo na nossa jornada. Depois desse momento de reflexão, começamos a fazer planos para o ano vindouro. Quem desperta tudo isso é o espírito do Natal. As comemorações do nascimento do Menino Jesus tem o poder de promover os sentimentos de união, de solidariedade, de prosperidade, de paz, de amor, naqueles em que estes sentimentos já sejam, pelo menos, sementes. Entretanto, é importante ter consciência que só estaremos no Natal propriamente dito, quando estes sentimentos alcançarem o nosso coração e para isto, é necessário que tenhamos no nosso âmago, na nossa consciência, sentimentos de benevolência, perdão, generosidade e alegria. É chegado o momento de, ao avaliarmos as nossas ações, jogarmos fora idéias, crenças, maneiras de viver ou experiências que nada nos acrescentaram e nos roubaram a paz de espírito e energia. Façamos uma limpeza nas amizades, amigos cujos interesses não têm mais nada a ver com os nossos, tirando do nosso coração aquelas pessoas inseguras, negativas, tóxicas, sem entusiasmo, que tentam nos arrastar para o fundo dos nossos próprios poços de tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento e passemos a alimentar projetos pessoais e profissionais. Comecemos agora e experimentemos aquele sentimento gostoso de liberdade. Liberdade de não ter de guardar o que não nos serve. Liberdade de experimentar o desapego. Liberdade de pensar que mudará alguma coisa e... para melhor. Há mais, muito mais no Natal do que luz de vela, alegria e presentes. É a hora da faxina interior, que nos possibilitará prosseguir na caminhada de forma construtiva e coerente com os nossos princípios. Felizes são os momentos... e que assim seja neste Natal!

Lygia Prudente

domingo, 30 de novembro de 2008

Época de magia.


E novamente é Natal! Há um clima de alvoroço no ar e consigo vislumbrar o desespero das compras de última hora, do embrulhar dos presentes e o arrumar da casa para a tão formal e compromissada ceia de Natal. Apesar de termos vivenciado esta cena por incontáveis vezes, um misto de prazer e hábito impera nesta época do ano tão cheia de magia, de sentimentos nobres que podem e devem ser explorados mais profundamente, através de atitude solidárias e de partilha. Para isso, devemos primar por uma organização em termos de planejamento para que não deixemos que este momento passe sem que tenhamos tempo de exercitar a real essência do Natal. Para começo de conversa, procuremos fazer uma lista de todas as pessoas a quem pretendemos presentear acompanhada das sugestões que se coadunam com a personalidade de cada uma. Embora a tradição precise ser preservada - temos este compromisso - os tempos são outros, reduzindo, significativamente, o número de pessoas constantes desta relação. Os netos hoje são prioridade e recebem o tão esperado presente no lugar dos pais que, por sua vez, se contentam em ver a felicidade dos filhotes. Por outro lado, há presentes para todos os gostos e todos os preços, facilitando assim, a adequação do seu Natal à condição da sua bolsa. Os presentes "curinga" são os preferidos e fáceis de encontrar, a exemplo do porta-retratos, lápis, etc. Particularmente os "curinga" não se constituem no meu interesse. Na minha opinião o presente não só deve como tem que ter a "cara" do presenteado e o valor não precisa extrapolar o seu planejamento. Vinhos e chocolates têm lugar garantido no gosto esmerado de quem os recebe. Lembro-me de ter vivenciado alguns Natais nos quais era adotado como presente um queijo do reino. Saudosos tempos. Lembremo-nos dos bazares beneficentes muito aflorados nesta época do ano e onde se tem a chance de comprar um presente mais sofisticado e, também, da internet, recurso muito utilizado nos dias atuais pela praticidade que oferece. Enfim, o planejamento e a organização decidem sobre como atravessaremos os festejos natalinos. Só depende de nós!


Lygia Prudente

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Oficina de Sensibilização

Através da Alegoria da Caverna, Platão chama a atenção para homens que se encontram acorrentados em uma caverna desde a infância, de tal forma que, não podendo se voltar para a entrada, apenas enxergam o fundo da caverna, onde são projetadas sombras das coisas que passam às suas costas, onde há uma fogueira. Caso um desses homens conseguisse soltar-se das correntes para descobrir, à luz do dia, os verdadeiros objetos, quando regressasse para contar, entusiasticamente, o que vira, não teria o seu entusiasmo acatado nem o crédito do que informaria, e seus antigos companheiros o tomariam como louco. No sentido epistemológico, Platão compara o acorrentado ao homem comum, que se deixa dominar pelos sentidos, pelas paixões, e, com isso, só absorve um conhecimento imperfeito da realidade, limitado ao mundo no qual as coisas são meras aparências e estão em constante fluxo e denomina esta contemplação de opinião. Quando a razão supera o mundo da ilusão e consegue atingir o mundo das idéias, dos verdadeiros modelos arquétipos, fazendo com que o homem liberte-se das correntes, Platão diz que ele, o homem, passou a ser filósofo e que as idéias são mais reais que as próprias coisas. Trocando em miúdos: a caverna é o mundo das aparências em que vivemos e as sombras projetadas no fundo representam, exatamente, aquilo que não percebemos. As correntes são nossos preconceitos e opiniões, nossas crenças, de que o que estamos percebendo é realidade. Mas quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? É o filósofo, aquele que tem amor pelo saber. E a luz do sol é a verdade, a nossa realidade.
Tudo isso para enaltecer a postura do CENTRO DE EDUCAÇÃO APOENA, que, numa atitude de rendição às mudanças, escolheu o caminho coerente da busca do melhor, expondo-se à críticas e colocando-se receptivo à sugestões, numa visão de crescimento fundamentado, calcada na discussão dos partícipes do processo e acreditando no trabalho conjunto e na força da partilha de idéias. Assim, aconteceu no último dia 23, sábado, em Fortaleza/CE, a OFICINA DE SENSIBILIZAÇÃO APOENA, com a participação dos seus colaboradores dos Estados do Amapá, Sergipe e Ceará, numa oportunidade ímpar de congraçamento e troca de experiências, com o objetivo de um crescimento alicerçado por pilares como o “saber ouvir”, o comprometimento e normas ditadas a partir das discussões. A sensibilização, com certeza, enriqueceu o nosso olhar, tornando-o mais aguçado e perspicaz para o mundo das idéias.
Parabéns ao APOENA.
Lygia Prudente

sábado, 9 de agosto de 2008

Fazendo as Honras da Casa...

No último dia 4, a UVA/ORES recepcionou os seus alunos, iniciando assim o seu período letivo, em Aracaju, com todo o garbo. A palestra do gaúcho Áttico Chassot, professor há 47 anos, licenciado em Química, Mestre e Doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com pós-doutoramento na Universidade Complutense de Madri, foi o ápice da noite. Na platéia, cerca de quinhentas pessoas, dentre estas, Alunos, Professores, Diretores e Convidados, ouviram atentamente o tema discorrido com maestria sobre educação e ciência e a necessidade de se "formar jardineiros cuidadores do Planeta", considerando o momento competitivo em que vivemos, a exigir, cada vez mais, uma postura coerente de ações na busca da convivência pacífica e respeitosa com o "outro". E elucidações tais quais as abordadas pelo Prof. Áttico Chassot só acrescentam e proporcionam reflexões. Brilhante... é o adjetivo que qualifica a aula inaugural para os alunos da UVA/ORES.
Lygia Prudente

sábado, 28 de junho de 2008

ORES exercita a Gestão Democrática

"O simples ato de buscar informações obriga a uma mobilização de sentimentos,
a um despertar de memórias e a uma reativação de relacionamentos sociais
que são, por si sós, muito importantes para refletir
sobre a própria vida e recompô-la." Maria Célia de Abreu
A Organização Educacional de Sergipe - ORES, reune mais uma vez os seus ténicos para, democraticamente, discutirem metas e ações que nortearão o seu trabalho, sempre objetivando uma educação de qualidade e, acima de tudo, estimulando e respeitando a crítica construtiva e as idéias que fluem a partir deste processo avaliativo de etapas de trabalho já superadas. É oportuno ressaltar a importância do discutir e do planejar, detectar quais são as prioridades e a necessidade de redefinir caminhos e estratégias de ação. O auto-referencial oferece o perigo do acreditar que a certeza é só de um e que o caminho certo é o que ele mesmo propõe. Pode até ser mas, como pobres mortais que somos, não devemos soberbamente acreditar neste paradigma ultrapassado de dono da verdade que não encontra mais lugar no mundo moderno, mundo de decisões conjuntas e de opiniões expressas, diversificadas e, por incrível que pareça, partilhadas. Não há tempo a perder neste mundo competitivo e ouvir sempre o que se tem a dizer, sem pré-julgamentos, representa ganhos, não arriscando, por acreditar na onipotência de um só pensamento, de uma crença pessoal, tal qual aconteceu com a "mãe coruja" da fábula.
"Dona Coruja, ao encontrar Dona Águia em plena temporada de caça, suplicou:
- Dona Águia, já que somos amigas, rogo-lhe que não coma meus filhotes.
- Certamente - respondeu a águia - nossa amizade me impede de fazê-lo. Mas como os reconhecerei se nem mesmo sei onde fica o seu ninho?
- Ora, Dona Águia, é fácil. Eles são os filhotes mais lindos da floresta!
Assim, para Dona Águia não correr riscos de arranhar sua amizade com Dona Coruja, procurou comer apenas os filhotes mais feios que encontrou: um par de criaturas horrorosas com grandes olhos arregalados enfiados numa toca em uma velha árvore."
Mais uma vez a ORES demonstra estar alicerçada em pilares atuais e coerentes com o mundo corporativo moderno, semeando a tão propalada gestão democrática, para satisfação dos técnicos que a integram.
“Quem pensa sobre o que faz, faz melhor.” ( L. de Roccio )
Lygia Prudente

domingo, 22 de junho de 2008

Prévia Junina 2008 - tradição de pais para filhos

Mais uma vez aproveito para ressaltar a importância de se manter as tradições, principalmente no que diz respeito às festas juninas, porque mexem com o nordestino, nascido sob o embalo do gostoso forró pé-dé-serra, do calor da fogueira, do cheirinho do milho verde e das reuniões familiares para dançar um arrasta-pé. Faz parte da cultura do nosso povo e são costumes que precisam ser preservados. O novo milênio não deve ser um "virar de página" para as nossas raízes e nossos hábitos de povo simples porque representam o alicerce e a história dos nossos filhos e netos. E viva o nosso São João.
Lygia Prudente

domingo, 8 de junho de 2008

ORES ENFATIZA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE


No último dia 7 de junho (2008), a ORES - Organização Educacional de Sergipe, promoveu um evento, para um público seleto de educadores, com o tema "A BUSCA DA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA A PARTIR DO FUNDEB". As palestras ficaram a cargo da ilustre Profª. Marlene Alves Calumby, que dispensa qualquer comentário, pela sua notoriedade na área educacional, tendo exercido com maestria cargos como Presidente do Conselho Estadual de Educação/SE, e o Prof. Hudson César Feitosa Veiga, Professor, pós-graduado em Pedagogia Empresarial, leciona no Curso de Pós-Graduação da Faculdade Saint Luis de France, Consultor Técnico de Prefeituras Municipais no interior do Estado e Assessor Técnico do Conselgo Estadual de Educação.

O evento obteve o sucesso a que se propôs, e, na sua essência, enfatizou a questão da responsabilidade do professor ante o processo ensino-aprendizagem e deu conhecimento das nuances que interferem na administração dos recursos destinados à educação. A participação dos presentes foi efetiva, possibilitando discussões e avocando experiências que, além de ilustrar o assunto, enriqueceram, com certeza, àqueles que ali estavam em busca de conhecimentos adicionais que alicercem a sua prática de forma contundente.

Parabéns à ORES pela iniciativa e que outros eventos sejam promovidos, porque sempre haverá platéia para propostas objetivas e sérias.

Lygia Prudente